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Francisco Filho

Designers, Publicitários, Promoters, Artista Plástico...onde termina uma profissão e começa outra?

O mercado nos força a seguir caminhos muitas vezes impensados e mutações em nossas carreiras proporcionadas pelo simples acaso. Uma dessas anomalias é a profissão de "Design Gráfico", que em alguns casos, pode ser tudo (publicitários, Web Designer, programador, editor de imagens, Jornalista - produção de releases, etc) e nada (um reles micreiro - os que não buscam conhecimento).
Qual é o real problema por detrás dessa desordem? Não impomos o devido respeito como profissionais? O mercado está louco e não dançar conforme a sua música seria suicídio? A falta de especialização causa essa bagunça? A falta de profissionais é o problema?
Onde termina uma profissão e começa outra?


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Respostas a este tópico

Inquietação mais do que válida.
Eu acredito que é uma questão de maturidade da profissão.
Explicando: O design, pelo menos por estas bandas, ainda é um tanto criança e não sabe se afirmar como ente ativo e colaborador. Nosso escopo de profissionais Designers ainda não consegue, em muitos casos (não todos), saber seus limites ou mesmo trabalhar bem em grandes estruturas e corporações. Isso complica muito as coisas.

Pense nisso: Somos, muitas vezes, levados na academia a aprender o valor de trabalhar sozinhos ou em grupos de Designers, mas nunca preparados para conviver em ambientes plurais. Muito pelo contrário, sempre somos colocados em lados opostos: O designer X O jornalista/ O designer x O publicitário e por fim O Designer x O cliente. Isso cria, invariavelmente, este comportamento aberrante de salada de frutas, em que nem sabemos o que somos e as vezes atropelamos profissões.

Claro, o mercado as vezes ajuda. Pelo menos para mim foi uma boa escola de pluralidade.

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Oi Francisco, muito interessante essa discussão, queria expressar que na minha profissão de Designer de Interiores também acontece esse tipo de "problema", são arquitetos, decoradores, "personal stylist de decoração", até isso já existe, e sem contar os que se designam designers sem formação acadêmica e fazem trabalhos a qualquer preço, atrapalhando nosso mercado ... mercado esse louco mesmo.. Acredito que a falta de especialização causa sim essa bagunça, e que a falta de profissionais "não é o problema central", somos muitos e precisamos saber onde estamos e para onde vamos. É como diz o velho ditado: Os limites de uma pessoa acabam quando os da outra começam... Assim deve ser sempre. Abraço!

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Olá, é pertinente as observações mas as dúvidas persistem, vejo que no processo de evolução, o ser humano luta sempre pelo 1º lugar, alguns sem critério algum, passam por cima dos outros sem o mínimo sentimento de humanidade. Se voltarmos aos primórdios, veremos que isso é um mal da humanidade, mas creio que nós comunicólogos e profissionais da computação gráfica podemos nos unir e não sermos rivais, podemos trocar informações, fazer indicações para trabalhos, etc... afinal, unidos a força é maior. E quanto a qual categoria estará inserido Francisco, é válido ter isso definido, mas, mais válido ainda, é ser um bom profissional, fazer bem feito o que faz e jamais esquecer que devemos respeitar desde o mais alto calão até o mais humilde dos aprendizes.

Abração!

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Bem Francisco, na área que eu trabalho que é a de WEB acho que o grande problema é a cultura local que desvaloriza a criação artística, isso existe em diversos sentidos. Tem gente que diz que é Web Designer e é só um estudante de PHP, a idéia de que ser "Web Designer é legal" e que "Internet dá dinheiro" atrai muitas pessoas que não procuram se fundamentar para oferecer um bom serviço, aprendem a fazer uns botões com chanfro, uma bolinha subindo e descendo no flash, algumas tags HTML auto-intitulam Web Designer, sem nem saber o que significa o termo.

Não estou querendo aqui transpor uma idéia preconceituosa, tem muitas pessoa que conheço hoje que não tem formação e tem excelente portfólios, muitos outros que tem formação e tem péssimo portfólios, ter formação ou não, ao meu ver, não é o que vai garantir bons trabalhos, mas a dedicação e senso profissional da pessoa. Mas no caso da invasão do mercado pelos "sobrinhos" eu compartilho bem uma teoria de Bruno Ávila que cada um tem seu mercado. Os garotos que fazem sites por R$ 300,00 não tem o trabalho compatível com a necessidade que grandes empresas tem, aquele cliente que nunca vai poder pagar por um site de qualidade precisa dele pra ter "algo" na internet, mesmo que não funcione, pra iludir-se que está atraindo clientes, ou que está fazendo um bom investimento ao seu negócio.

Acho que isso só vai aumentar os pseudo-Designers serão cada vez mais com a quantidade de sites de tutoriais disponíveis na internet. Um cara aprende a mudar uma cor de cabelo no PS e se sente o "cara" no Photoshop. Mas por outro lado, muitos que hoje trabalham legal na área começaram em sites de tutoriais, o problema é que nem todos compram livros e estudam. Mas, se nos mostrarmos bons, onde apresentarmos nossos trabalhos os clientes saberão valorizar.

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